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CONTEXTO

Durante as décadas de 50 e 60, as cidades de Londrina e Maringá experimentaram um rápido processo de urbanização e crescimento, motivados principalmente pelo êxodo rural e pela concentração das oportunidades econômicas. Consequentemente, alguns munícipios limítrofes também sofreram este impacto, transformando-se em extensões territoriais dos municípios polo, mas nem sempre com a mesma dinâmica de oferecer um crescimento adequado para a população.

 

Atualmente, a migração de áreas rurais para áreas urbanas acontece em ritmos menores e as taxas de crescimento e urbanização se encontram em patamares inferiores ao das décadas anteriores. A migração tornou-se mais complexa e ocorre principalmente entre cidades, passando por um novo ciclo de transição, não mais para acomodar pessoas vindas das áreas rurais, mas para garantir uma melhora fundamental na qualidade de vida. São novos fenômenos que surgem e modificam a dinâmica na rede de cidades.

 

Gradativamente, grandes metrópoles estão perdendo força para cidades intermediárias que oferecem melhores condições competitivas e uma melhor qualidade de vida. Quando cidades menores próximas umas das outras se estruturam e oferecem condições para a instalação de novos investimentos, surgem os corredores econômicos ou corredores urbanos, fortalecendo a rede de cidades da região. Para desenvolver estes corredores econômicos entre cidades intermediárias, com qualidade de vida e sustentabilidade, são necessários diversos elementos de planejamento, tanto físicos, quanto institucionais, nas diversas esferas governamentais, garantindo assim uma integração física-ambiental, econômica, social e, principalmente, institucional eficiente, para sua contínua implementação.

 

Neste sentido, desde a década de 60, o Governo do Paraná preconiza o desenvolvimento do eixo entre Londrina e Maringá como elemento de desenvolvimento para o Norte do Paraná.

 

Em 1963, foi elaborado o “Plano de Desenvolvimento do Paraná”, que destacava a criação de um sistema unificado de polos urbanos ligados a eixos de comunicação. Este estudo continha um conjunto de diretrizes que contemplava o desenvolvimento econômico, o planejamento territorial e a melhoria dos quadros governamentais. O plano estadual induziu a um fortalecimento dos municípios, a utilização do planejamento como instrumento de gestão e o desenvolvimento dos planos diretores das cidades de Apucarana, Maringá e Londrina.

 

Mas é em 1973, através do documento intitulado “Políticas de Desenvolvimento Urbano do Paraná – PDU/PR” que, pela primeira vez, surge a proposta de criação para a organização funcional-urbana do Eixo Norte (Eixo Londrina-Maringá), compreendido pelos municípios de Ibiporã, Londrina, Cambé, Rolândia, Arapongas, Apucarana, Cambira, Jandaia do Sul, Mandaguari, Marialva e Maringá.

 

O PDU/PR deu origem a outros documentos como o “Estudo de Integração de Polos Agroindustriais do Paraná – 1ª Fase” (1973), que reconheceu o Eixo Londrina-Maringá como uma das principais áreas de concentração industrial do Estado e o documento “Planos Industriais Leste, Norte e Oeste do Paraná – PRI” (1975), que aprofundou o estudo anterior, agregando considerações sobre os perfis mais viáveis para cada um dos eixos industriais e dos mecanismos institucionais para a implementação dos mesmos.

 

Em 1978, foi iniciada a elaboração do “Plano Diretor do Eixo Londrina-Maringá”, ou simplesmente METRONOR, que tinha como objetivo a organização espacial e funcional dos centros urbanos, otimização do rendimento da economia urbana, estruturação das funções urbanas, racionalização dos investimentos em infraestrutura, maximização dos recursos da região e estabelecimento de um sistema integrado de gestão.

 

Um ano depois, um convênio entre Municípios, Estado e União, possibilitou a elaboração de outros dois planos: “Plano Diretor de Abastecimento de Água do Eixo Londrina-Maringá” e o estudo do “Zoneamento Industrial do Eixo Londrina-Maringá”, destinado a indicar medidas para o disciplinamento e controle do uso industrial em áreas críticas de poluição.

 

O projeto METRONOR contou na época, com a participação das instituições estaduais de ensino superior, Universidade Estadual de Londrina - UEL e Universidade Estadual de Maringá (UEM), que colaboraram em um primeiro momento, na elaboração do diagnóstico do Eixo.

Posteriormente o estudo foi finalizado pela Secretaria de Planejamento – SEPL (Coordenadoria de Estudos e Projetos - CEP), Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social - IPARDES e a extinta Fundação de Assistência aos Municípios do Estado do Paraná – FAMEPAR, sendo publicado o relatório final em 1981.

 

Neste mesmo ano, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Urbano –CNDU, reconheceu o projeto METRONOR como um dos aglomerados urbanos, dentro do seu programa de apoio aos aglomerados urbanos. Em 2006 foi finalizado um trabalho intitulado “Planos Regionais de Desenvolvimento Estratégico – PRDE”, desenvolvido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano - SEDU, Paranacidade, Secretaria de Estado do Planejamento - SEPL, IPARDES e Universidade Federal do Paraná - UFPR. O PRDE foi uma atualização para o trabalho de 1973. Depois do levantamento do cenário atual, analisando as bases socioeconômica, territorial, ambiental e institucional foi realizada uma projeção dos cenários tendencial e desejável. O resultado foi o desenvolvimento do cenário de desenvolvimento estratégico, com propostas para ações estratégicas divididas por regiões do estado.

 

Atualmente, o Governo do Estado do Paraná está desenvolvendo o Zoneamento Ecológico Econômico – ZEE do Estado, uma importante base de dados e informações sociais, econômicas e ambientais das regiões do estado. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) produziu, em 2015, um estudo intitulado “Arranjos Populacionais e Concentrações Urbanas do Brasil”, que reforça os estudos da ONU e todos os planos e estudos desenvolvidos desde a década de 60 pelo Governo do Estado do Paraná, que identifica os arranjos populacionais e aglomerados urbanos mais significativos do país. Neste estudo foram utilizados critérios que empregam a noção de integração, medidos pelos movimentos pendulares para trabalho ou estudo e/ou a contiguidade urbana. Além dos grandes arranjos populacionais, são apontadas também, as concentrações urbanas dos municípios isolados com mais de 100.000 habitantes. Sendo assim, a proposta de uma metrópole linear não é algo novo, dá continuidade a ideias apontadas no passado e segue ainda diretrizes e tendências, tanto a nível mundial, nacional e estadual.

As ações de implementação estratégica a serem definidas pelo plano deverão desenvolver um conjunto de cidades que tem alto dinamismo econômico e populacional, com potencial de integração e evolução, privilegiadas pelas diversas opções ao longo do eixo e que se somadas, transformam o atual desenvolvimento concêntrico radial tradicional em um desenvolvimento distribuído linearmente.

Organizar o espaço físico-territorial e institucional, identificar oportunidades para o desenvolvimento sustentável e aproveitar e melhorar a infraestrutura logística e mobilidade existentes, são ações fundamentais para a efetiva consolidação da metrópole, possibilitando assim, não apenas seguir fortalecendo as capitais regionais, como Londrina, Apucarana e Maringá, mas irradiar o desenvolvimento para as outras cidades da região, diminuindo o desnível entre elas e elevando-as simultaneamente a outro patamar de qualidade de vida.

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